ÀG.’.
D.’. G.’.A.’.D.’.U.’.
A PEDRA BRUTA
Seguindo
os passos da tradição-como as antigas fraternidades iniciáticas do antigo Egito,
a maçonaria ainda nos dias de hoje conserva essa tradição, e instrui seus membros através de alegorias e símbolos
como nos tempos antigos, tendo estes a função de transmitir ensinamentos morais
e valores, visando o contínuo aperfeiçoamento do caráter e lembrando-os da
“realidade do dever” e cobrando-os a que sejam vigilantes sobre suas ações.
Deveres
estes que, têm como objetivo fazer com que o verdadeiro aprendiz maçom produza
frutos, de modo que a sua consciência guiada pela verdade, pela retidão e pela
justiça, seja sempre um ato em prol do bem que é Deus; pela pátria, pela
família e pelo próximo.
O
constante contato com os símbolos que a Ordem Maçônica propicia é de certo modo
um intimar e um convocar constante aos princípios e ao dever, convocando o
maçom a assumir sua vocação de guardião e bastião do dever, num culto autentico
e sincero a sacralidade da vida. Sagrada
é a vida, pois consiste a mesma em ser uma dádiva do G.’.A.’.D.’.U.’., mas no entanto, sem a luz dos ensinamentos da
maçonaria e dominada pelo vício e pelas trevas da ignorância, a existência
humana se avilta e não se torna dadivosa em prol do homem e dos seus
semelhantes, pois os frutos da ignorância produzem o que é mal, sendo seu valor e seus reflexos no mundo, nada mais
do que ervas daninhas.
Um
elemento imprescindível e salutar de elevação da consciência moral e do dever a
ser observado por todo aprendiz maçom, é a verdade subjacente que o símbolo da
pedra bruta abarca. A pedra bruta encerra
em si uma máxima moral que nos remete ao dever, e cuja finalidade é convidar o
aprendiz a trilhar o caminho do aperfeiçoamento moral, eliminando as arestas do
vício e da ignorância, elevando a consciência pautada no trabalho sobre si
mesmo, “vencendo as paixões, submetendo a vontade” ao dever, dentro do âmbito
do que é justo e honesto. É um ensinamento que deve ser observado para toda a
vida, durante toda caminhada terrena trilhada pelo aprendiz maçon.
A
pedra bruta representa ainda o homem obscurecido pela ignorância e pervertido
pelos valores subvertidos da sociedade profana; o homem em seu total estado de
cegueira- em seu estado natural onde suas qualidades ainda estão em estado
primitivo e amorfo, necessitando, portanto de serem desbastadas. Neste sentido,
pode-se dizer que o interior do homem, corrompido pelos vícios e pelas paixões
configura-se como uma espécie de matéria prima, onde a utilização racional do
maço e do cinzel adornam o espírito humano conferindo-lhe Sabedoria, Força e
Beleza na condução de seus atos.
A
pedra bruta nos remete ao compromisso do sacrifício, um compromisso perene de
uma vida justa e honesta em honra ao nosso Criador. Este é nosso pacto de
compromisso : estar disposto a desbastar
a pedra bruta que é nosso interior, permitindo sua transformação e reconstrução
pelos princípios eternos da moral e do bem, estabelecidos pelo
G.’.A.’.D.’.U.’., que pode ser bem representado pela analogia do Demiurgo -
deus cultuado pelas antigas tradições- o deus sábio e criador que dá forma as
coisas, trazendo a ordem no caos do interior do homem.
A preda Bruta possui também uma relação
intrínseca com os outros símbolos e representa portanto a essência do ideal que
constitui o fundamento da jornada de todo aprendiz maçom; à saber: a contínua e
incessante busca pelo aperfeiçoamento. A relação intrínseca que o símbolo da
pedra bruta possui com os outros símbolos ( o maço, o cinzel, a pedra polida e
a escada de Jacó ) é justamente esse seu caráter de fundamento, haja vista que
para atingir um verdadeiro estágio de elevação espiritual-representado pela
pedra polida -faz-se necessário fazer uso dessas ferramentas ( o maço e o
cinzel) de forma reflexiva, útil e proveitosa sobre a pedra bruta- o coração do
maçom- a fim de que ele possa galgar gradativamente os degraus da perfeição e
da transcendência espiritual representados pela escada de Jacob.
Em suma, podemos dizer que a pedra bruta
sinaliza o caminho da morigeração, do aperfeiçoamento moral que deve ser uma
constante na vida de uma maçom aprendiz e até mesmo após suas elevações durante
a caminhada.
Assim fizeram os antigos: Abel, Noé, Abrahão,
Enoch e Moisés como consta no Livro da Lei, assim faremos nós ao assumirmos tal
empresa corroborando assim, através de nossos passos o respeito ao testemunho
dado pelo Criador: andar de acordo com os ditames da razão e da verdade, tendo
sempre em vista a pedra polida como modelo e ideal emblemático-sagrado da nossa
vida.
Will Jackson Santos de Oliveira, Apr.’. M.’. Cad.
3.818 da
A.’.R.’.L.’.S.’.
Eliezer Sá Peixoto Nº29 Oriente
de Rio Largo/Al., jurisdicionada a
Mui e Respeitável Grande Loja do Estado de Alagoas - GLOMEAL)
Referências:
Ritual de Aprendiz - Rito Escocês Antigo e
Aceito, 2012.
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